CQMM 2013

Noticas da LABRE

Escute aqui Diversos receptores

DRB-DIPLOMA RADIOAMADORES BRASILEIROS

BEACON REVERSE

GETSCORE

Noticias de DX

SPOTS ATUALIZADOS

quarta-feira, abril 21, 2010

O pai de todas as redes sociais.


O pai de todas as redes sociais

Publicação: 21/4/2010

No tempo dos bits e bytes, quando as histórias começam e terminam apenas no mundo virtual, em orkuts, facebooks e twitters da vida, é até difícil imaginar que alguém se comunique via radiotransmissão. Sons que atravessam o ar, não se perdem graças a repetidoras e chegam, até mesmo, ao outro lado do mundo (1) ainda existem. Os radioamadores, personagens do que se pode classificar como o “pai” das redes sociais, seguem com seu hobby que, muitas vezes, ajuda a salvar vidas. Eles são cerca de 34 mil no Brasil — quase nada, perto dos 6 milhões em todo o planeta — e 1,4 mil apenas na capital federal, mas fazem muito barulho em suas bandas de transmissão.
O engenheiro civil Gustavo de Faria Franco, 57 anos, é um dos apaixonados pelo radioamadorismo. Começou em 1978 e hoje é diretor da entidade que representa os radioamadores no país, a Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre). “A satisfação de falar com qualquer pessoa por esse meio é imensa, muito melhor que mandar um torpedo via celular ou um e-mail”, diz. Gustavo reconhece que as novas formas de comunicação, entre elas a internet, facilitaram a vida de muita gente — inclusive, a dos radioamadores. Ele acredita, no entanto, que a evolução tecnológica deveria estar longe das tomadas. “O homem estudou muito tempo para fazer a transmissão de dados sem fio. Agora, porém, tudo depende da energia elétrica”, comenta.

Presidente da liga de radioamadores brasileiros, Gustavo começou com a paixão em 1978: "Muito melhor que mandar um torpedo ou um e-mail"
No radioamadorismo, cada um é uma mistura de letras e números: ZW1OAS, CT2HKY, PT2ADM. Os três primeiros caracteres indicam o lugar onde a pessoa mora — no caso de Brasília, PT2. Um dos principais hábitos dessa turma é desafiar as fronteiras e entrar em contato com radioamadores de outros países. Gustavo é um colecionador de conquistas desse tipo, Tem em casa uma pilha de “diplomas”, espécie de cartão-postal que atesta a conversa com colegas de terras longínquas.

Além das “chamadas” de longa distância, os radioamadores se reúnem em horários predeterminados para as rodadas. São como encontros no rádio, alguns com temas específicos — tem a rodada da Labre, a do chimarrão, a da bota e por aí vai. No mundo virtual, são como as comunidades específicas existentes nas redes sociais. Mas cuidado: não é permitido falar de política, comércio, dinheiro e futebol. Nada de disputas. O espaço é para falar de “abobrinhas”. Ou de grandes acontecimentos. O astronauta brasileiro Marcos Pontes, que foi ao espaço em 2006, ficou em contato com radioamadores de todo o país durante parte de sua estada fora da Terra.

“Fiquei até as 4 horas da madrugada tentando ouvi-lo, mas não consegui”, lembra o servidor público Goiran Oliveira Rocha, 43 anos. Quem conseguisse também ganharia um “diploma”. Goiran começou com o hobby no fim dos anos 1980 e agora tenta repassar a paixão pelas antenas para os filhos. Yago Oliveira Rocha, 17 anos, já tem seu indicativo de radioamador e promete seguir os passos do pai. “Comecei a gostar do rádio aos 15 anos. Pedia para mexer nos aparelhos, às vezes, mexia escondido”, conta o garoto.

Jovens também

A maioria dos radioamadores tem mais de 40 anos. Pessoas que nasceram muito antes do celular e da internet. Mas, mesmo nos dias de hoje, existem radioamadores jovens. É possível pedir o primeiro indicativo depois dos 10 anos. “O rádio é extremamente democrático, não tem distinção de classe social ou idade. Eu tenho amigos de 12, 25, 80 anos”, diz Gustavo de Faria Franco.

E não é só a amizade que brota nas ondas do rádio. O coronel do Exército Ricardo Felix Cardoso, 53 anos, ouviu a voz da esposa, a bióloga Lilah Maria, 51, pela primeira vez no aparelho que sua família tinha em casa para falar com todo o Brasil. “Nossas mães eram radioamadoras e um dia ela pegou o microfone para dar dicas de saúde a quem estivesse na frequência. Na hora, pensei: ‘Essa menina deve ser bem feia, falando desse jeito todo certinho’”, lembra Ricardo. Os dois se conheceram por acaso cerca de dois anos depois, na festa de formatura de Ricardo. Quando ele se mudou para Brasília, o namoro sobreviveu graças ao rádio.

“Na época, não tinha celular e o telefone fixo era muito caro. Sempre que podíamos, nos encontrávamos em uma frequência mais alta para evitar que alguém nos ouvisse”, conta o coronel. Certa vez, os dois tiveram uma briga e ficaram alguns minutos sem se falar. Foi quando um desconhecido protestou e disse que os dois não deveriam discutir, pois formavam um lindo casal. Ricardo e Lilah nunca souberam quem era o ouvinte anônimo. Depois de um ano de “namoro de rádio”, os dois se casaram e vivem juntos até hoje. Agora, longe das antenas.

Sempre a postos

Gustavo de Faria Franco passou a virada de 1999 para 2000 em frente à sua estação de rádio, preparado para uma eventual pane nos sistemas de comunicação de todo o mundo. Felizmente, o tão comentado bug do milênio não aconteceu e Gustavo não precisou passar as primeiras horas daquele ano trabalhando pela segurança nacional. Na época, o Ministério da Defesa convocou radioamadores brasileiros para que agissem em uma eventual catástrofe. Boa parte deles estava disposta a parar tudo para ajudar.

“O radioamadorismo é mais que um hobby, é uma utilidade pública”, diz o servidor Goiran Rocha. “Em qualquer lugar onde houver um radioamador, haverá também uma pessoa sempre pronta para te apoiar no que for preciso”, emenda Gustavo. O trabalho desses anônimos, muitas vezes, ganha dimensão nacional. Desde o início do mês, radioamadores do Rio de Janeiro trabalham para manter a comunicação nas zonas mais atingidas pelas enchentes. Em 2005, o funcionário de uma fazenda no interior de Mato Grosso comunicou a um radioamador de Brasília a queda do Boeing 737 da Gol. No ano passado, muitas notícias sobre o acidente com o avião da Air France vieram de um solitário radioamador de Fernando de Noronha.

Nesses casos, a atuação dos voluntários ficou “escondida”, mas já houve situações em que radioamadores se tornaram a via de comunicação oficial durante desastres. Um grupo de radioamadores fazia uma expedição às ilhas asiáticas de Andaman e Nicobar, em 2004, quando ondas gigantes atingiram a Ilha de Sumatra. A Defesa Civil da Índia, então, determinou que o grupo ficasse na linha de frente de comunicação com o resto do mundo.

No Brasil (2), foi criada, em 2001, a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), vinculada à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Mesmo com a iniciativa, a Rener não tem até hoje uma estação de rádio própria. Todo trabalho é feito com os equipamentos de Paulo César Santos, coordenador nacional da rede. Paulo explica que a colaboração dos radioamadores depende também da Defesa Civil de cada estado, que deve realizar cursos de formação para os voluntários. “As pessoas ainda desconhecem o trabalho do radioamador. Muitas até pensam que se trata de rádio pirata”, diz.


1 - Todos os alcances
Na radiotransmissão, existem três bandas: UHF, VHF e HF. As duas primeiras são utilizadas para mandar sinais a lugares mais próximos — Goiânia e Belo Horizonte, por exemplo, se o referencial for Brasília. São essas que auxiliam o trabalho da polícia, de bombeiros e de taxistas. A banda HF é voltada para transmissões de longa distância, quando os dados “viajam” por meio de torres e satélites.


2 - Invenção brasileira
O radioamadorismo começou no Brasil no século 19, com o padre gaúcho Roberto Landell de Moura. Em 1893, dois anos antes de o italiano Guglielmo Marconi fazer suas primeiras experiências com transmissão de sinais, Landell mandou mensagens telegráficas da Avenida Paulista para o alto de Santana, em São Paulo, a uma distância de 8km. O pioneirismo, no entanto, nunca foi reconhecido. Já Marconi ganhou o Nobel de Física, em 1909.


» Como se tornar um radioamador

Os sinais de rádio trafegam livremente pelo ar, ou seja, qualquer pessoa pode ouvir as informações que circulam entre uma torre e outra. No entanto, para falar em ondas eletromagnéticas, é preciso ter uma autorização. O interessado deve fazer uma prova, aplicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mediante agendamento do candidato.

A inscrição no exame é feita no site da Anatel (https://sistemas.anatel.gov.br/sis/LoginInternet.asp?codSistema=435). Caso aprovado, o interessado pagará taxa anual de cerca de R$ 20 para manter sua estação. Em Brasília, a Liga dos Amadores Brasileiros de Radioemissão (Labre), oferece periodicamente cursos preparatórios e questões para exercícios em seu site (www.labre.org.br).

Há três classes de habilitação de radioamadores: A, B e C. Essa última exige conhecimentos mínimos e pode ser retirada a partir dos 10 anos. Já a habilitação A pede que o candidato seja maior de 18 anos e tenha experiência de, no mínimo, 2 anos com a classe B.

Fonte: Correio Braziliense


domingo, abril 18, 2010

Dia Mundial do Radioamador 2010

Não é qualquer comunidade que tem seu Dia Mundial. A comunidade de radioamadores tem esse privilégio. Hoje, 18 de Abril, comemoramos o Dia Mundial do Radioamador.

No dia 18 de Abril de 1925, foi criada a IARU, União Internacional dos Radioamadores, que representa nossos interesses junto aos órgãos internacionais de regulamentação do espectro de radiofrequência. Portanto, hoje estamos comemorando também O Dia Mundial do Radioamador.

O rádio surgiu há pouco mais de 100 anos, pelas mãos criativas e mente sonhadora de Landell de Moura, que se baseou em trabalhos de cientistas importantes como Volts, Edson, Maxwell, Hertz e Faraday; claro Marconi não pode ser ignorado, nem mesmo Samuel Morse. Mas quem deu um espírito ao rádio, quem o humanizou o instrumento foram os radioamadores.

Depois de quase 100 anos de radioamadorismo, mesmo com a tecnologia que temos hoje, a COMUNICAÇÃO, o elemento que nos torna humanos, está é presente em todas as nossas atividades. Seja atuando em calamidades públicas, desenvolvendo novos modos de comunicação, explorando o espaço sideral, competindo, a todo o momento manifestamos nosso incomensurável desejo de nos comunicarmos.

O radioamadorismo, ao absorver novas tecnologias e aceitar que o mundo está em constante mundaça, está se preparando para um futuro longo e distante. Segundo Davi Summer, K1ZZ "nunca haverá o ultimo radioamador", pois para o radioamadorismo existir é preciso pelo menos dois operadores.

Aproveitem bem seu Dia Mundial!

terça-feira, abril 13, 2010

SUPER CLUSTER DE REDE DE BEACONS REVERSOS.

Alo,

Com a generosa oferta de um servidor pelo Rick Walker, K4TD, eu e o Nick Sinanis F5VIH colocamos no ar um cluster que exibe em telnet todos os spots que são recebidos pelo servidor web da rede de beacons reversos.

A quantidade de spots é enorme, mal dá para acompanhar com os olhos. Entretanto, programas de log devem tratar bem tais informações para preencher seus bandmaps.

Para quem ainda não está antenado, a rede de beacons reversos é um banco de dados que vai somando todos os spots de chamadas CQ em CW gerados pelo software cwskimmer (decodificador de cw). O interessante ai é que o cwskimmer spota todas as estacoes que ele ouve, sem restrições.

Se voce pratica CW, provavelmente algum skimmer espalhado pela rede já te ouviu, e te spotou. Basta fazer uma pesquisa por seu indicativo que ele certamente aparecera na listagem: http://www.reversebeacon.net/srch.php

Se voce está curioso, acesse nosso novo servidor telnet:

segunda-feira, abril 12, 2010

Como ensinar a ser verdadeiros radioamadores.

Alo turma!!!
Paz e saúde a todos!!!!
Vejam que vídeo bacana postado pelo nosso amigo Alamo PR7VX.

quinta-feira, abril 08, 2010

Rede de voluntários usa rádio para informar sobre desastres.

Rede de voluntários usa rádio para informar sobre desastres.
Grupo está de plantão em função das chuvas fortes no Rio de Janeiro.

Vitor Vidal é coordenador da Rede Nacional de Emergência de Radioamadores no Rio de Janeiro. (Foto: Arquivo Pessoal)

A mobilização para a troca de informações vista recentemente em espaços da internet como o Twitter ocorre também pelas ondas de rádio. Em casos de desastres como o que atinge o Rio de Janeiro desde a noite de segunda-feira (5) e o deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, radioamadores transformam as frequências utilizadas diariamente para bate-papo em canais de alerta para ajudar quem precisa.

Na noite desta quarta-feira (7), cerca de dez radioamadores estiveram em Niterói ajudando na comunicação com os órgãos de resgate depois do deslizamento. A rede também trabalhou no contato com os hospitais do Grande Rio.

O radioamadorismo é praticado no Brasil e no mundo desde os primeiros anos do século XX, com vocação para atuar como um serviço de utilidade pública. Em 2001, foi criada no país a Rede Nacional de Emergência de Radioamadores (Rener), subordinada ao Ministério da Integração Nacional e à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Formada por radioamadores voluntários, a rede pode ser convocada para ajudar o poder público como um canal de comunicação em situações de emergência ou calamidade pública.

“Neste caso [as chuvas fortes que já provocaram a morte de mais de cem pessoas no estado do Rio], não houve convocação do estado nem do município, porque o trabalho da Rener é suprir a comunicação, na falta das redes essenciais como telefone e internet”, explica Vitor Vidal, coordenador da rede para o estado do Rio de Janeiro, em entrevista ao G1.


Mesmo sem o chamado oficial, um grupo de radioamadores do Rio está de plantão na frequência da repetidora do Sumaré (146.950Mhz), aguardando informações de outros radioamadores para comunicar qualquer problema à Defesa Civil.

“Se um radioamador passa em um lugar com sua estação móvel e vê alguma ocorrência, ele entra naquela frequência e comunica essa rede. A rede, então, entra em contato com a Defesa Civil”, exemplifica o eletricista de 32 anos.

De plantão desde a noite desta terça-feira (6), cerca de 10 radioamadores aguardam chamados de outros 120 voluntários da Rener ou de qualquer um dos cerca de 5 mil radioamadores do Rio. “Sempre tem alguém ligado. Se não tiver nenhum chamado de emergência, a frequência é usada normalmente, para o bate-papo, a conversa eventual”, diz Vidal.

Até a tarde desta quarta-feira (7), a ocorrência mais significativa tinha sido um alerta à Defesa Civil do Rio sobre uma piscina poderia cair em uma área de risco na zona norte, depois do contato de um radioamador que mora na região. Com o deslizamento da noite em Niterói, o trabalho da rede foi reforçado.

Técnico em informática Marcelo Esteves Freire usa frequências de rádio diariamente para conversar com outros radioamadores.

Assim como Vidal, o técnico em informática Marcelo Esteves Freire, de 45 anos, reserva parte de seu tempo às conversas via rádio. Nesta quarta-feira, ele levou sua estação móvel – seu Passat azul equipado com aparelho de rádio e uma superantena – para o Aterro do Flamengo, atrás de informações sobre as consequências da chuva.

“Vou todos os dias para o aterro, de onde me comunico com as pessoas. Nesses dias de chuva, o pessoal está falando menos, para dar espaço a qualquer informação importante que possa ser passada para os outros”, relata Freire.

Foto: Arquivo Pessoal

Estação móvel de Freire pode ser encontrada no Aterro do Flamengo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Exames
A atividade de radioamador é licenciada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Qualquer pessoa pode se tornar radioamador, desde que preste os devidos exames. Existem algumas provas de conhecimentos técnicos, ministradas pela Labre [Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão]. Após a aprovação, a pessoa dá entrada, junto com a Labre, na Anatel para ter a estação de radioamador”, explica o coordenador da Rener.

A licença da Anatel é dividida em três classes (A, B e C) e os radioamadores precisam respeitar as faixas de frequência, tipos de emissão e potência permitidos à classe da certificação.

Com seus equipamentos, comprados no Brasil mesmo ou no exterior, eles trocam informações via ondas do rádio 24 horas por dia, sempre prontos para ajudar. "É mais ou menos como uma sala de bate-papo ou o Twitter mesmo. Mas um é pela internet e o outro, via ondas de rádio", compara Vidal.

Tragédia em Niteroi,radioamadores atuando.

O PY1UR LUIZ foi o primeiro radioamador a chegar ao local do sinitro após 20 minutos do acontecimento. Munido de um HT, o luiz acionou o Repetidora da AFRR, a PY1NIT (146870), que fica relativamente perto do local do acontecimento. Neste momento, a pedido do Luiz, alguns radioamadores operando estações fixas, acinonaram, por telefone, Os orgão de defeza civil, bombeiros, distribuidora de energia elétrica, Polícia Militar.
A Repetidora foi colocada em emergencia, sendo disponibilizada para as transmissões das estações que se deslocaram para o Local.
Após uns 40 minutos do ocorrido, o Poder Público já se encontrava no local.
Mais uma vez, anonimamente, nós radioamodores, cumprimos com o nosso Dever.
Neste Video do You tube, o Luiz fala com o PU1SGA André, solicitando retroescavadeira para o local.
PY1PDF JACKSON
São Gonçalo - RJ
http://www.qrz.com/db/py1pdf



_______________________________________________
Araucaria mailing list
Araucaria@araucariadx.com
http://list.araucariadx.com/mailman/listinfo/araucaria

sexta-feira, abril 02, 2010

CW é Música



Muito legal!!!
Vale apena assistir!!!!